Brasil finaliza os jogos Pan-americanos com número histórico de medalhas

Com recorde de medalhas, o país fica em segundo lugar nos Jogos de 2023, ficando atrás apenas dos Estados Unidos

Por Igor Lobianco

Haja estantes para guardar tantas medalhas (Foto: Wander Roberto/COB)

Realizado entre os dias 22 de outubro e 7 de novembro, os Jogos Pan-Americanos que aconteceram em Santiago, no Chile, foi um recorde absoluto para o Brasil em número de medalhas, tornando o Pan de 2023 o maior da história da delegação brasileira. O país conquistou 205 medalhas, tendo 66 ouros, 73 pratas, e 66 bronzes.

Em Santiago os brasileiros se classificaram em 8 modalidades olímpicas para Paris 2024, entre elas o handebol feminino, boxe, natação e tiro com arco.


Dos destaques das medalhas de ouro, a Rebeca Andrade garantiu duas, além de outras duas de prata na Ginástica Rítmica. Esta foi a sua primeira participação em jogos Pan-Americanos.


Um ponto importante de suas vitórias foi a falta de Simone Biles, principal representante dos Estados Unidos na modalidade. A americana é vencedora mundial, e é rival direta de Rebeca desde as Olimpíadas de Tóquio (2021).


Algumas medalhas foram inesperadas, entre elas a prata do beisebol masculino. Um ponto importante é que, mesmo a Colômbia ficando com o ouro, o Brasil ganhou de Cuba, potência no esporte.


O futebol masculino garantiu ouro depois de mais de 30 anos em participação nos jogos. A última vitória em primeiro lugar aconteceu em 1987, nos Jogos em Indianápolis/EUA.


A Natação foi a modalidade que conquistou mais medalhas, tendo 27 no total. Nosso Judô também chamou atenção com 16 medalhas no total, mas há um medo de perder-se a vaga do time feminino para Paris.


Vitória brasileira sem transmissão na TV aberta
A TV Globo tentou, mas desistiu de transmitir os jogos (Foto: Reprodução/Globo)

Após anos de transmissão realizada pelo Grupo Record através da TV Record e Record News, o Pan 2023 não teve transmissão oficial na TV aberta. A emissora paulista rescindiu o contrato em 2020 alegando o impacto da pandemia de coronavírus e a alta do dólar do momento.


O Grupo Globo entrou em negociações com a Panam Sports, entidade do evento, mas sem sucesso. A carioca se recusou a pegar o valor de US$ 10 milhões pelos direitos de transmissão, preço esse superior ao que a Record havia pago anteriormente pelos jogos de 2011, 2015 e 2019.


A decepção da Globo foi que, em meio às negociações, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) comprou os direitos de transmissão e repassou para a Cazé TV do streamer Casimiro Miguel.


Mesmo em meio a críticas do público no tratamento da cobertura do Pan, a Cazé atingiu 65 milhões de pessoas, gerando 240 milhões de visualizações nas plataformas digitais.


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