Índice de treinadores estrangeiros diminui no campeonato brasileiro

No futebol brasileiro temos oito técnicos estrangeiros, sendo quatro portugueses e argentinos 

Por Miguel Thiengo

Times brasileiros estão preferindo treinadores estrangeiros nos últimos anos. (Arte: Miguel Thiengo)

Após as demissões dos ex-técnicos de Flamengo e Botafogo, Jorge Sampaoli e Bruno Lage, a porcentagem de estrangeiros que haviam na competição de 50% (10 técnicos) se encaminha para 40% (8). Neste ano, o recorde de 65% (13) foi alcançado pela primeira vez na história da competição, por conta da contratação do treinador argentino Fabián Bustos pelo América-MG, em 09 de agosto, na 19° rodada. O comandante do Coelho se juntou a lista histórica de treinadores nascidos fora do país, sendo eles:

Portugueses: Bruno Lage (ex-Botafogo), Abel Ferreira (Palmeiras), Pedro Caixinha (Red Bull Bragantino), Pepa (ex-Cruzeiro), António Oliveira (Cuiabá), Renato Paiva (ex-Bahia) e Armando Evangelista (Goiás);

Argentinos: Jorge Sampaoli (ex-Flamengo), Juan Pablo Vojvoda (Fortaleza), Fabián Bustos (América/MG), Eduardo Coudet (Internacional) e Ramón Díaz (Vasco);

Uruguaio: Diego Aguirre (ex-Santos)

Dos times presentes no G4 (zona classificatória para a fase de grupos da Libertadores), três deles são treinados por portugueses com trabalhos totalmente distintos. Bruno Lage chegou ao Botafogo no dia 8 de Julho (14° Rodada), para substituir a saída do ex-técnico Luis Castro, após se transferir para o Al-Nassr/SAU, mas foi demitido nesta terça (02) por critérios de desempenho e a pedido do elenco alvinegro. Pedro Caixinha foi contratado para o Massa Bruta no final do ano passado, 10 de dezembro, através de sua equipe de scouting para manter a sua característica de focar na categoria de base. Abel Ferreira é o treinador mais longevo , um dos maiores campeões do Brasil e o principal treinador do Palmeiras em sua história, chegando em 30 de outubro de 2020, com 215 jogos e conquistando oito títulos: Copa do Brasil (2020), Conmebol Libertadores (2020 e 2021), Recopa Sul-Americana (2022), Campeonato Brasileiro (2022), Campeonato Paulista (2022 e 2023) e Supercopa do Brasil (2023).

A tendência é que esses números possam aumentar a partir do ano que vem, através de investimentos que o futebol brasileiro começará a ter com o surgimento de novas ligas (Libra e Forte Futebol), assim se desligando do sistema de coordenação e direcionamento da CBF para a gestão da competição.

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