A febre das SAF's que vem se espalhando pelo Brasil
Fortaleza se junta a Botafogo, Cruzeiro e Vasco e é mais um time a passar pelo processo de se tornar SAF (Sociedade Anônima de Futebol) no Brasil.
Por Victor Hugo Motta
O Clube da capital cearense, assim como outros tantos clubes no país, adotou o modelo empresarial se tornando SAF, mas com uma peculiaridade, diferente de clubes como Vasco, Cruzeiro, Coritiba, e tantos outros, o Fortaleza não tem intenção de vender parte do clube para nenhum investidor. A ideia é aproveitar a estrutura com formato empresarial que o processo de se tornar SAF oferece, para facilitar o acesso a crédito.
O mais interessante do projeto feito pelo Fortaleza, foi a projeção para o futuro do clube, tendo em vista que a gestão pode mudar. As regras para uma futura venda são bem rígidas, a grande maioria dos sócios precisa estar presente e votar a favor da mudança para que ela seja concretizada.
Entre outros modelos de SAF no país, temos o América Mineiro que foi um dos primeiros clubes a passar pelo processo. O coelho no entanto, ainda não encontrou um comprador adequado mesmo estando por duas vezes perto dos trâmites finais.
Os projetos de SAF no Brasil aparentam estar dando certo. O Botafogo, do americano John Textor, que também é dono do Lyon da França, é o líder do campeonato brasileiro, superando as expectativas que foram impostas inicialmente, que era de alcançar a 6ª colocação, se classificando para a libertadores.
Ainda no Rio de Janeiro, o Vasco da Gama foi vendido para a empresa 777 Partners, do americano Josh Wander, em setembro de 2022. Hoje um ano depois da aquisição, o clube se reforçou bem, com mais de R$ 150 milhões gastos. A expectativa é de que o Vasco não siga o exemplo do Genoa, da Itália, que foi rebaixados após ser adquirido pela empresa de Josh.
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| Dimitri Payet é a contratação de peso para a temporada do cruzmaltino (Foto: Daniel Ramalho/VASCO) |
Entre outros exemplos de SAF pelo país, temos o Bahia, comprado pelo mesmo grupo que é dono do atual campeão da Champions League, o Manchester City. O Esquadrão de Aço fez grandes investimentos e está em busca do objetivo de se livrar do rebaixamento e conquistar uma vaga na Sul-Americana de 2024.
Clubes como o Red Bull Bragantino, que recebe investimentos da marca de energéticos e o Cuiabá, que tem como investidor a Família Dresch, são casos diferentes, pois apesar de terem adquirido o formato empresarial, os clubes são S.A. A principal diferença é que nestes casos, os clubes não possuem dono como nas SAF's, mas sim acionistas.
O Coritiba também se tornou SAF recentemente e foi adquirido pela Treecorp Investimentos, fechando a lista de clubes que se adotaram o modelo empresarial na elite do futebol brasileiro.
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| CEO do Coritiba, Carlos Amodeo que chega ao clube junto à SAF e grandes reforços (Foto: Gabriel Thá/Coritiba) |
Ao todo, nove clubes passaram pelo processo de se tornar empresa, número que caminha a passos largos para aumentar. O Atlético Mineiro, está nos detalhes finais para iniciar nesta nova era do futebol brasileiro. Clubes como Athletico Paranaense, Flamengo e Goiás, estudam e buscam entender como vão aplicar o processo.



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